Estilo de VidaOrganizaçãoProdutividade

10 dicas para quem pretende fazer uma viagem internacional e não quer cair em ciladas

Cada vez mais as pessoas estão tendo oportunidades de fazer viagens internacionais. E quando o dólar está baixo, é destino certo! Até porque dependendo do destino e da época, sai mais barato fazer viagem internacional do que dentro do Brasil.

Mesmo que você seja viajante frequente aqui pelo Brasil, recomendo você olhar essas dicas caso pretenda fazer uma viagem ao exterior.

Selecionei essas dicas pela minha experiência e por já ter caído em algumas ciladas!

1 – PLANEJE COM ANTECEDÊNCIA SUA MALA E VERIFIQUE AS FRANQUIAS DE BAGAGEM

Planejamento é a palavra de ordem se você não quer ter surpresa. Foi-se o tempo que toda a companhia aérea tinha as bagagens para viagens internacionais gratuitas.

Hoje com as promoções e as companhias low-cost muitas vezes aquela passagem “baratinha” está sem a franquia de bagagem. E não se iluda. Poucas hoje têm aquela franquia de mala de 32 kg. Muitas agora são de 23 kg ou 20 kg (principalmente se for classe econômica).

Latam

Airfrance

Avião pesado consome mais combustível e por isso cada vez mais as companhias querem que você leve menos coisas, ao menos que você pague por isso. Com o avião mais leve e sem algumas regalias de antes, as companhias conseguem fazer as promoções e garantir um voo cheio. Elas ganham na quantidade.

Recentemente eu fui com meu marido para Copenhagen e Estocolmo (outubro/ 2018) e na passagem de volta para o Brasil pela TAP tive que comprar a franquia de bagagem à parte. Para vocês terem uma ideia: 2 malas de 23 kg de Estocolmo para São Paulo custaram 673 reais.

Então verifique bem as promoções para o barato não sair caro!

Se você tiver voos internos de um país para o outro preste mais atenção ainda às franquias de bagagem. Quem vai para Europa geralmente faz algumas viagens internas para aproveitar, já que a distância de um país para o outro é pequena e as passagens tem um valor bom.

E o que acontece muitas vezes é isso: você sai do Brasil com 32 kg ou 23 kg de bagagem e a outra companhia que você comprou a viagem interna permite um máximo de 20 kg.

Aconteceu isso comigo em Londres em 2017. Saí do Brasil podendo levar duas mala de até 23 kg, mas iria fazer uma viagem interna a Bruxelas onde a companhia low-cost deixava só o máximo de uma mala de 20 kg (isso pagando). Então já saí do Brasil com a mala mais enxuta (ter me planejado me salvou de entrar numa cilada).

Sempre levo comigo na viagem uma balança de mala analógica para verificar o peso.

Então a regra é: planeje bem sua viagem e sua mala (todo excesso é prejudicial) e verifique bem as regras de cada companhia aérea para não ter surpresas no caminho.

Veja o post onde dou dicas de como fazer uma mala de viagem 10 dicas de como arrumar a mala de viagem de forma funcional

2 – DEIXE SUA MALA COM UMA TAG DE IDENTIFICAÇÃO, COM CADEADO E TIRE UMA FOTO DO SEU INTERIOR ANTES DE DESPACHAR

Sempre quando for viajar deixe pendurada na mala uma tag de identificação com seu nome, endereço, telefone e e-mail. Isso facilita muito caso sua mala seja extraviada (sim, isso pode acontecer!).

A minha mala já foi extraviada quando fui para Madri. Fiquei 2 dias sem meus pertences. Por sorte era verão então não passei muito aperto. Se fosse no inverno não sei o que seria de mim. Digo isso porque a companhia aérea só meu deu 100 dólares para eu comprar roupas novas. E se fosse comprar casaco, bota, cahecol, meia e etc, o dinheiro não daria. Mas roupa de verão como short, blusa, vestidinho e lingerie deu numa boa.

Salva pelo calor de Madri.

Mas na época que aconteceu o extravio eu não usava tag na mala e não tinha uma foto que identificasse a mala. Ela era estampada e para explicar isso em espanhol foi um sufoco. Na época não falava espanhol e quase jogamos Imagem e Ação no aeroporto para o cara conseguir entender o que eu queria dizer.

Hoje eu sempre tiro uma foto da mala antes de ir para o aeroporto. Porque se acontecer alguma coisa eu tenho como mostrar. E tiro da parte de dentro também para caso percam minha mala. É uma prova do que tava dentro para uma possível indenização.

Sobre o cadeado

Eu coloco mais por causa do hotel. No aeroporto eles podem quebrar seu cadeado se quiserem para inspecionar o que tem dentro. Nunca aconteceu comigo, mas o aeroporto tem essa autonomia.

Já em relação ao hotel eu deixo a mala trancada porque já fui furtada. Isso aconteceu em Miami em 2010. Uma colega fez uma encomenda de uma bolsa de grife e no outro dia a bolsa sumiu. Acionamos o hotel, fomos à delegacia e a bolsa não apareceu.

O stress no hotel de Miami. A gente revirando as coisas para achar a bolsa.

Então hoje quando eu saio para passear deixo a mala trancada. Melhor prevenir né?

3 – IMPRIMA TODAS AS RESERVAS DE VOOS, HOTÉIS, EVENTOS, SEGUROS E OUTRAS COISAS QUE TIVER

Eu sei que hoje teoricamente não precisamos imprimir mais nada porque tudo está salvo no e-mail, nos aplicativos da companhia aérea e das agências de viagem. Mas, mesmo sabendo que a impressão é prejudicial ao planeta, eu prefiro manter essa prática.

Sabe por quê?

Porque o celular pode descarregar, pode quebrar, pode sumir ou na hora que eu precise não tenha acesso à internet. E imagina você passando pela imigração e não tendo como comprovar as coisas. Se o cara da imigração não for com a sua cara tenha certeza que ele vai te perguntar milhões de coisas.

Sim isto também já aconteceu comigo. Foi na imigração em Londres (que diga-se de passagem é a imigração mais cri cri que já passei).

Eu fui fazer um intercâmbio de inglês de 20 dias (desculpa do meu marido para viajar porque em 20 dias ninguém aprende muita coisa kkk). E como tínhamos um final de semana livre fomos a Bruxelas. Eu tinha os tickets do voo e do hotel no meu e-mail, a carteirinha impressa do intercâmbio e o carimbo da imigração da ida. Pensei: tudo tranquilo!

Na volta de Bruxelas passamos pela imigração em Londres de novo. Tínhamos um visto de 6 meses carimbado no passaporte feito na ida e a carteirinha de estudante que comprovava que tínhamos ido a Londres estudar. Mas não foi suficiente para o cara da imigração. Ele queria ver a passagem de volta e o comprovante do hotel. E advinha: não estava impresso comigo. Tudo no e-mail.

Aí bateu o desespero. Corre para achar wifi ali na imigração para poder pegar tudo no e-mail. Tremi na base confesso. Mas uma iluminação divina fez aparecer aqueles “pauzinhos” do wifi e consegui pegar os comprovantes no e-mail. Agora pense comigo: precisava passar esse perrengue se tivesse tudo bonitinho impresso?

4 – NA HORA DE VIAJAR USE ROUPAS CONFORTÁVEIS E SEM MUITOS DETALHES EM METAL

Eu sei que todo mundo quer fazer o #aerolook quando vai viajar. Mas pense bem na roupa que você vai vestir para não te incomodar durante o voo e para você não precisar se despir muito durante o raio-x.

Nesse look precisei tirar o colete, o relógio e as pulseiras. Bem rápido! Na fila já fazia isso.

Viagens internacionais geralmente são mais longas que viagens domésticas (ao menos que você saia do Norte do Brasil e vá para o Sul rsrsr). E a pior coisa do mundo é viajar com uma roupa e um sapato te apertando.

Lembre que temos a tendência a inchar durante um vôo longo, então uma calça que já entra um pouco apertada, vai ficar mais apertada ao longo do voo.  E as extremidades do nosso corpo então ficam mais inchadas ainda. Então nada de sapatos que incomodem.

Tenha em mente que é mais chique #aeroconforto

Hoje eu uso meia e roupas com tecnologia que aumentam a circulação do sangue evitando inchaço. Vou deixar o link do site para vocês conhecerem.

https://akorabrasil.com.br/categoria-produto/invel/

Outra coisa também importante é escolher peças sem muitos detalhes em metal. Se você puder viajar sem cinto, com botas e roupas sem detalhes de metal e acessórios fáceis de tirar você economiza um tempo precioso no raio-x.

Porque nessas horas a Lei de Murph costuma agir. Se você tiver com pressa de chegar ao seu portão tenha certeza que aquele mínimo detalhe da sua bota vai apitar e você vai ter que tirar. E se apitar várias vezes ao passar pelo raio-x eles podem querer abrir sua bolsa ou mochila para inspecionar.

Nesta brincadeira você já perdeu uns 5 minutos e vai querer começar a explicar que está com pressa. Não faça isso. Quanto mais você explica mais os caras te prendem. É como se você tivesse escondendo algo e aí os caras já ligam o pisca alerta.

Aconteceu comigo quando fui para Madri. Foi no inverno e tava toda empacotada. Passei no raio-x a primeira vez e apitou por causa do cachecol. Depois apitou por causa da bota. Apitou de novo por causa do detalhe de outra coisa.

Nesse tempo começou a anunciar no autofalante a última chamada do voo e me desesperei. Comecei a argumentar e os caras começaram a fazer um monte de pergunta, me chamaram para o canto e meu marido me dizendo “cala a boca”.

Comecei a suar frio com medo de perder o voo. Tentei me acalmar, fechei a boca e fiz o que mandaram. Ufaa… deu certo! Depois saímos correndo para chegar ao portão a tempo. Fomos os últimos a entrar no avião. Vencemos a Lei de Murph.

5 – NÃO LEVE LÍQUIDOS NA MALA DE MÃO ACIMA DE 100 ML

Essa regra serve para qualquer voo, mas não custa nada lembrar. Na mala de mão, seja ela uma mala, uma mochila ou sua própria bolsa não pode ter líquido acima de 100 ml.

Mesmo que o frasco tenha só 50 ml do produto, se o frasco for de fábrica mais de 100 ml não pode entrar.

Em alguns países são exigidos que esses líquidos estejam dentro de um saco plástico transparente. Eles costumam usar aqueles plásticos tipo zip-ploc. No próprio raio-x muitas vezes eles dão, mas melhor não arriscar e levar já tudo embaladinho.

Na hora do raio-x eles pedem para que você tire esse saco com os produtos da mala e coloque na bandeja.

Na primeira vez que fui para Europa claro que não levei dentro desse saco. E para minha tristeza não deram o saco no raio-x. Tive que comprar lá no aeroporto. Só cilada!

6 – LEVE A RECEITA MÉDICA PARA MEDICAMENTOS CONTROLADOS, HOMEOPATIAS OU FRASCOS ACIMA DE 100 ML

Se você precisa levar na bagagem de mão algum remédio controlado, homeopatia ou que esteja em um frasco maior que 100 ml, lembre sempre de levar a receita médica. Isso evita transtornos na hora do raio-x ou caso ocorra algum questionamento.

Nessa última viagem que fiz presenciei no aeroporto de Lisboa um senhor por volta dos 70 anos discutindo com o cara do raio-x. A discussão era por causa do medicamento que ele levava que estava num frasco maior que 100 ml.

O senhor argumentava dizendo que não podia embarcar sem o remédio e o cara do raio-x dizia que ele não podia ir com o remédio e questionava toda hora sobre a receita médica que ele não tinha.

Eles ficaram por muito tempo nessa discussão até que chegaram outros encarregados do aeroporto e disseram que ele só poderia embarcar com o medicamento se tivesse uma autorização especial da companhia aérea.

Eu não consegui acompanhar o final da história porque tinha que embarcar, mas sei que se ele tivesse com a receita médica tudo seria mais fácil.

7 – DESATIVE O ROAMING DE DADOS DO SEU CELULAR CASO NÃO TENHA FEITO UM PLANO PRÉVIO TELEFÔNICO PARA USAR NO EXTERIOR

Tá aí uma cilada que já me causou prejuízo. Não lembro em qual viagem foi, o que sei é que a conta telefônica veio amarga e a raiva foi grande.

Eu nunca ligo e nem atendo o telefone quando estou no exterior. E nunca fiz pacote de dados de internet (nesta última viagem estavam oferecendo o pacote de internet ilimitado no aeroporto por 100 dólares). Como o dólar não está para brincadeira, não achei que compensava.

Sobrevivo com o wi-fi que acho pelo caminho.

Mas teve uma vez que a conta veio alta e quando fui ver era por causa do uso de pacote de dados de internet no exterior. Eu achando que estava usando wi-fi e na verdade estava usando a internet da operadora. E depois da confusão descobri que precisava desativar o roaming de dados.

Hoje quando eu viajo a operadora logo avisa que posso ser cobrada pelo uso de dados no exterior. Mas nem sempre foi assim. Antes não avisava e aí vinha a conta salgada depois.

Então quando for viajar vá na configuração do seu celular e desative o roaming de dados. É melhor não pagar para ver. Vai por mim!

 8 – DESBLOQUEIE O CARTÃO DE CRÉDITO PARA COMPRAS NO EXTERIOR

Eu sempre achei que cartão de crédito internacional você podia usar livremente no exterior sem precisar de autorização prévia. Mas não é assim!

Você precisa liberar o cartão para poder usar. Isso é um dispositivo de segurança para evitar fraudes e para que o banco saiba que a movimentação naquele país provém do titular do cartão.

E por mais que você não pense em usar o cartão de crédito na viagem, é bom tê-lo liberado para eventual urgência.

Eu já viajei com amigos para os Lagos Andinos (Chile e Argentina) e um deles quebrou o pé durante a viagem. Imagine o transtorno. Nunca se sabe o que pode acontecer, então é bom você se prevenir.

E se você não tem cartão de crédito, você pode fazer um cartão pré-pago internacional onde se pode colocar dinheiro antes de viajar. E caso precise de mais dinheiro, ele pode ser carregado online no Brasil ou no exterior.

Vou deixar o link de um blog de viagem que gosto muito e que fala do cartão pré-pago para vocês conhecerem melhor.

http://www.melhoresdestinos.com.br/cartao-pre-pago.html

9 – LEVE UM GUARDA-CHUVA

Sabe aquele conselho de mãe: leve um casaco porque pode fazer frio.

É o conselho que dou: leve um guarda-chuva que pode chover.

Se você tiver certeza que não vai chover é uma opção não levar. Mas se tiver 1% de chuva, vai por mim, leve o guarda-chuva.

Na 1ª vez que fui a Londres não levei guarda-chuva porque na pesquisa prévia que fiz não tinha previsão de chover. Estaria só nublado.

E claro que choveu! E choveu muito! No desespero comprei um guarda-chuva caríssimo (sempre inflaciona o preço na hora da chuva). No primeiro vento o guarda-chuva quebrou. Lá se foram minhas libras.

Depois desse dia aprendi. Se tem previsão de algum dia nublado, o guarda-chuva vai na mala. Lembrando que este item não pode ir na mala de mão.

Meu guarda-chuva roxo, companheiro de viagem, já me salvou diversas vezes e já faz parte do meu #lookviagem.

Cuzco, Peru.
Amsterdã, Holanda.
Estocolmo, Suécia.
Londres, Inglaterra.

Não tenho nada contra em pegar chuva, até gosto. Mas o problema é pegar uma gripe ou coisa pior. E não tem cilada pior do que ficar doente na viagem.

Depois da chuva em Londres fiquei com a garganta inflamada. Fiquei o resto da viagem chupando pastilha e rezando para não infeccionar porque seria difícil conseguir uma receita médica para comprar antibiótico. Mas deu tudo certo! A pastilha era porreta e não evoluiu a inflamação.

10 – FAÇA UMA LISTA DO QUE PRETENDE COMPRAR NO FREE SHOP

O bom de viajar para o exterior é ter a oportunidade de comprar vários itens sem impostos.

O Free shop ou Duty free são lojas que vendem marcas renomadas com um preço diferenciado porque estão livres de impostos.

Confesso que nas primeiras vezes que viajei para o exterior o free shop era meu parque de diversões. Eu queria morar ali dentro.

E tinha que ter autocontrole porque queria levar tudo. Hoje sou mais objetiva e menos consumista. Que bom que evoluí.

Mas se você não controla seu impulso por compras não se preocupe que o próprio sistema já faz isso por você. Cada pessoa só pode comprar até 500 dólares. Mas é claro que se você tiver conexão em outros países, você pode comprar nos free shops de lá também.

Então planeje bem suas finanças para não cair em ciladas.

E não se preocupe se o produto tiver mais de 100 ml. Deixando dentro da sacola da loja e guardando a nota fiscal, você pode circular pelo aeroporto sem problemas com sua mala de mão.

Para você não enlouquecer dentro do free shop com tantas opções, sugiro que você faça uma lista prévia do que realmente deseja e as marcas favoritas. O free shop de São Paulo (o melhor do país) fica no Terminal 3 (área internacional) e você pode ver os produtos que vendem pelo site.

https://dutyfreedufry.com.br/

E o mais legal que você pode fazer pelo site a reserva dos produtos. Isso é perfeito para quem não tem muito tempo de ficar olhando as coisas no free shop devido a uma conexão.

Ah, e outra coisa. O free shop do Brasil divide as compras no cartão de crédito. Não sei se é verdade, mas já ouvi que o free shop do Brasil é o único no mundo que parcela. Afinal, faz parte da nossa cultura parcelar as compras, não é verdade?


Falei demais né? São tantas experiências e ciladas que não podia deixar de relatar tudo aqui.

Espero que tenha gostado do post! E qualquer dúvida deixe seu comentário aqui. Ficarei muito feliz em responder todas as suas dúvidas.

Tags

Artigos relacionados

Close
Close

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios